A Areka’a marca presença na 1ª Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) integrando um dos ambientes mais sensíveis e emblemáticos da mostra: a Casa Corcovado, assinada pela arquiteta Paula Martins, representante do Rio de Janeiro na exposição.
Realizada no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a Bienal reúne 28 projetos residenciais, cada um representando um estado brasileiro, organizados em pavilhões inspirados nos biomas do país. A Casa Corcovado integra o espaço dedicado à Mata Atlântica, estabelecendo um diálogo direto com a paisagem, a cultura e o modo de viver do Rio de Janeiro.

Uma casa que traduz pertencimento
Mais do que um exercício estético, a Casa Corcovado é uma narrativa construída a partir da memória, da afetividade e da identidade.
Entre tons de verde e azul na área social — evocando a relação entre floresta e mar — e tonalidades mais quentes na área íntima, que acolhem e desaceleram, o ambiente revela uma leitura contemporânea da chamada bossa carioca: leve, sofisticada e profundamente humana.
É nesse contexto que a Areka’a se insere.
A presença da Areka’a: matéria que carrega história
As peças Areka’a presentes no ambiente não atuam como elementos isolados, mas como extensões naturais da narrativa do espaço.
Elas reforçam o que há de mais essencial na proposta da Casa Corcovado: a conexão entre design, cultura e origem.
Mesa Oca-Yamuri — Coleção Maloca
Inspirada nas ocas xinguanas, a mesa apresenta formato oval, símbolo de acolhimento e coletividade.
Sua base, desenvolvida a partir do Garden Yamuri, sustenta um tampo que carrega a força da madeira maciça e a singularidade de cada peça, sempre única, como a própria natureza.
Mais do que uma mesa, é um ponto de encontro. Um gesto arquitetônico que convida à convivência.

Banco Aritana — Coleção Maloca
O banco Aritana nasce da dualidade entre força e delicadeza.
Seu nome homenageia uma liderança indígena marcada por coragem e sensibilidade, características que se refletem na peça: visual robusto, essência acolhedora.
Com assento ergonômico e desenho preciso, o banco transita entre diferentes contextos com naturalidade, dialogando com o espaço de forma discreta, porém presente.

Totens — Collab com Henrique Steyer
Assinados pelo designer, os totens apresentados na Bienal antecipam uma coleção que conecta arte, design e presença escultórica.
As peças operam como marcos visuais no ambiente, estruturando o espaço e ampliando sua narrativa estética.
Com diferentes alturas e proporções, trazem ritmo, verticalidade e expressão, reforçando o caráter curatorial da Casa Corcovado.

Design como tradução de cultura
A curadoria do ambiente, assinada por Belchior Almeida, reúne peças, obras e objetos que atravessam tempos, estilos e linguagens.
Nesse cenário, a Areka’a contribui com uma camada essencial: a da matéria com origem.
Cada peça carrega em si não apenas um desenho, mas um processo. Uma cadeia produtiva consciente. Um respeito profundo pela floresta e pelo tempo da madeira.
Um marco que transcende a exposição
Participar da Bienal de Arquitetura Brasileira representa, para a Areka’a, mais do que presença institucional. É um ponto de inflexão dentro da sua trajetória — um reconhecimento em um dos espaços mais relevantes de debate da arquitetura contemporânea.
Como destaca Carla Garcia:
“Participar da Bienal de Arquitetura Brasileira é um marco para a Areka’a. Já estivemos presentes em diversas mostras, eventos e feiras, mas quando falamos de Bienal — especialmente de arquitetura — a relevância para o setor é outra.
A Bienal não se limita a apresentar tendências. Ela tem um compromisso mais amplo, que envolve o debate sobre o que é realmente relevante para a arquitetura e para a construção civil como um todo.
Estamos falando de um espaço que discute não apenas estética, mas técnicas, materiais, processos e, sobretudo, o impacto dessas escolhas na sociedade.
É um ambiente que amplia o olhar para além da forma — para o que é melhor para o setor, para a comunidade e para a humanidade.
E a Areka’a se orgulha profundamente de fazer parte desse projeto.”
Entre arquitetura e natureza
Na Casa Corcovado, essa visão se materializa.
A madeira não é apenas acabamento.
Não é apenas estrutura.
Ela é narrativa.
Ela é memória.
Ela é identidade.
Uma nova leitura do morar
A Casa Corcovado propõe uma reflexão sobre o morar contemporâneo, não como um conceito estético, mas como experiência.
Um espaço onde viver, receber, cozinhar e descansar acontecem de forma integrada, fluida e natural.
E, nesse cenário, a Areka’a reafirma seu papel:Transformar matéria em significado.
Transformar design em pertencimento.
Transformar madeira em arquitetura com alma.
