Areka’a no D&D Garden Design 2026: madeira, memória e afeto no Jardim da Laura

Há jardins que começam em um projeto. Outros começam muito antes, em uma lembrança.

Foi de uma memória guardada por Luciano Zanardo durante anos que nasceu O Jardim da Laura, ambiente apresentado em sua oitava participação na D&D Garden Design e que recebe peças e soluções em madeira da Areka’a.

Laura, ou Laurinha, era mãe de Luciano. E foi ao lado dela, ainda na infância, que começou uma relação com a natureza que, muitos anos depois, se transformaria em profissão.

Na casa onde cresceu havia flores, pessegueiro, figueira, cerejeira e outras frutíferas. Havia também os doces que Laura preparava com aquilo que era colhido no próprio jardim. Antes de existir o paisagista, portanto, já existia esse convívio cotidiano com a terra, as plantas, os ciclos e os afetos construídos ao redor deles.

Luciano carregou por muito tempo o desejo de criar um jardim para a mãe. Laura faleceu em 2023, antes que esse projeto pudesse acontecer.

Em 2026, o jardim finalmente floresceu.

Um jardim para Laurinha

O Jardim da Laura não procura reproduzir literalmente o quintal da infância de Luciano. A memória aparece reinterpretada pelo olhar do paisagista que ele se tornou.

O ambiente reúne vegetação, desenho, mobiliário e materiais naturais para criar um espaço de permanência e contemplação. A lembrança familiar está presente, mas encontra uma linguagem contemporânea.

É justamente nesse encontro entre memória e matéria que a Areka’a passa a fazer parte da história.

A madeira atravessa o ambiente por meio do deck, da Poltrona Ciranda e do Aparador Ninho de Guacho, estabelecendo uma conexão natural entre paisagismo e design.

Não são peças inseridas apenas para ocupar o jardim. Cada uma delas acrescenta uma camada à narrativa construída por Luciano.

Ciranda: uma peça feita para o encontro

A Poltrona Ciranda encontra no Jardim da Laura um contexto especialmente simbólico.

Sua inspiração parte da ciranda e da imagem de pessoas reunidas em roda. Uma referência brasileira ligada ao encontro, à coletividade e ao movimento que é reinterpretada pela Areka’a através da madeira e do desenho contemporâneo.

No ambiente, a Ciranda reforça justamente a ideia de um jardim feito para estar, sentar, conversar e permanecer.

Em uma história que nasce das lembranças familiares de Luciano, uma peça inspirada no encontro ganha um significado ainda mais próximo.

Ninho de Guacho: a natureza transformada em desenho

O Aparador Ninho de Guacho estabelece outro diálogo com o projeto.

Inspirada nas construções encontradas na própria natureza, a peça traz formas orgânicas e forte presença escultórica. A referência aos ninhos aparece reinterpretada no mobiliário, aproximando o desenho humano das formas que surgem espontaneamente na paisagem.

No Jardim da Laura, o aparador se integra à vegetação sem tentar competir com ela. Madeira e jardim passam a pertencer à mesma composição.

É também uma síntese do olhar da Areka’a para a floresta: um lugar que fornece matéria, mas também repertório, formas e histórias.

O deck como extensão do jardim

Se Ciranda e Ninho de Guacho pontuam o ambiente, o deck Areka’a cria a base sobre a qual parte dessa experiência acontece.

Em projetos paisagísticos, a madeira tem a capacidade particular de estabelecer uma transição mais natural entre arquitetura e vegetação. No Jardim da Laura, o deck ajuda a desenhar essa aproximação, criando percurso e permanência sem romper com a atmosfera do jardim.

A madeira deixa, assim, de aparecer apenas no mobiliário e ganha escala arquitetônica.

Essa diversidade de aplicações traduz um movimento que a Areka’a vem ampliando em seus projetos: mostrar que a madeira pode atravessar diferentes dimensões de um mesmo ambiente, do revestimento e das superfícies ao mobiliário e aos detalhes.

Madeira, natureza e memória

A presença da Areka’a no Jardim da Laura acontece justamente onde os universos das duas marcas se encontram.

No trabalho de Luciano Zanardo, a natureza é matéria de projeto, mas também lugar de memória e bem-estar. Na Areka’a, a madeira parte da floresta para ganhar novas formas por meio do design e da arquitetura.

No D&D Garden Design 2026, essas duas leituras se encontram em um jardim que nasceu de uma história profundamente pessoal.

Luciano não conseguiu construir para Laurinha o jardim que havia imaginado enquanto ela estava aqui. Anos depois, transformou esse desejo em um espaço aberto a outras pessoas.

E talvez esteja aí uma das coisas mais bonitas sobre jardins e sobre a própria madeira: ambos atravessam o tempo, mudam e continuam carregando histórias.

A D&D Garden Design 2026 segue aberta à visitação no D&D Shopping, em São Paulo, até 25 de outubro.

Visite O Jardim da Laura e conheça de perto a presença da Areka’a no ambiente, entre madeira, design, paisagem e memória.

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