Uma mesa pode ser o centro das histórias que acontecem ao seu redor. É essa a visão do chef Alex Atala ao falar sobre a mesa Oca Yamuri, presente no Dom, um dos restaurantes mais reconhecidos do mundo.
Para Atala, a mesa é o verdadeiro ponto de encontro de uma cozinha. É onde pessoas compartilham experiências, constroem memórias e transformam uma refeição em um momento de convivência. “Os milagres não acontecem em torno do fogão. Os milagres acontecem em volta de uma mesa”, afirma.
Essa percepção também está presente na escolha das peças que compõem o restaurante. Entre elas, a mesa oca Yamuri, da Areka’a, que preserva as formas naturais da madeira e faz da autenticidade seu principal atributo. Para o chef, a verdadeira elegância está justamente na simplicidade e na capacidade de respeitar aquilo que a natureza criou.


Mas a conexão entre o Dom e a Areka’a vai além do design.
Segundo Alex Atala, a parceria representa uma forma legítima de dar novos significados à floresta, transformando madeiras que seguiriam seu ciclo natural de decomposição em peças capazes de atravessar gerações.
“Não estamos falando só de design. Não estamos falando só de comida. Estamos falando de uso da floresta. Das possibilidades de uso da floresta.”
Essa visão dialoga diretamente com o trabalho desenvolvido pela Areka’a, que transforma madeiras de manejo responsável e de resgate em peças únicas, preservando suas marcas naturais, relevos, cavidades e texturas. Elementos que deixam de ser vistos como imperfeições e passam a representar identidade.
Para Atala, é justamente essa autenticidade que torna cada mesa especial.
“Não é só uma mesa. É uma mesa que viveu. É uma mesa que tem cicatrizes da vida. Talvez tenha defeitos para os olhos de alguns, mas, para mim, é quase como alguém da minha família.”
Ao unir design autoral, respeito à matéria-prima e valorização da floresta, a Areka’a leva para diferentes ambientes uma nova forma de enxergar a madeira: não como um material a ser padronizado, mas como uma expressão da natureza, da história e do tempo.
No Dom, essa escolha reforça que o design pode carregar significado, identidade e propósito, exatamente como uma grande mesa deve fazer.
